Hong Kong libera negociação de criptomoedas

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joao

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Hong Kong acaba de implementar uma nova regulamentação que permite aos investidores de varejo negociar moedas digitais. Essa atualização ocorre após a publicação de diretrizes atualizadas pela Comissão de Valores Mobiliários e Futuros de Hong Kong (SFC). Com sentido de impulsionar o desenvolvimento de um centro de ativos digitais, em contraste com os conflitos entre a indústria de criptomoedas e os órgãos reguladores asiáticos.

A SFC divulgou, nesta terça-feira (23), as conclusões de uma consulta sobre a participação de investidores de varejo no mercado de criptomoedas. A agência confirmou seus planos de permitir que indivíduos comprem e vendam criptomoedas como Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) a partir de 1º de junho, quando um novo regime de licenciamento para plataformas de ativos virtuais entrará em vigor.

Essa estrutura tem como objetivo atrair empresas de criptomoedas, ao mesmo tempo em que protege os investidores, como parte dos esforços de Hong Kong para restabelecer sua posição como um centro financeiro líder.

A integração de ativos digitais, entretanto, gera polêmicas à luz da crise enfrentada pelo setor em 2022, a qual resultou em uma série de falências, incluindo o colapso da corretora FTX.

“Não se trata de uma postura completamente aberta, uma vez que eles buscam manter a estabilidade financeira enquanto exploram a inovação financeira”, comentou Cici Lu, fundador da consultoria de blockchain Venn Link Partners. “Essa abordagem é pragmática. As pessoas não devem esperar uma porta aberta para todos ao solicitar uma licença em Hong Kong.”

Tokens grandes

A prudência de Hong Kong é evidenciada pela abordagem cuidadosa adotada ao permitir a negociação de criptoativos por investidores comuns. De acordo com as novas regulamentações, investidores individuais podem negociar moedas digitais em exchanges licenciadas pela SFC.

Essas medidas de proteção incluem a realização de testes de conhecimento, avaliação adequada do perfil de risco e estabelecimento de limites razoáveis de exposição. Além disso, as moedas devem ser incluídas em pelo menos dois índices de investimento aceitáveis. Assim fornecidos por provedores independentes, sendo que um deles precisa ter experiência no setor financeiro tradicional.

De acordo com as conclusões divulgadas pelo SFC, as plataformas licenciadas devem seguir uma série de medidas abrangentes de proteção ao investidor.  Que englobam integração, governança, divulgação, diligência e a admissão de tokens, antes de oferecer serviços de negociação para investidores de varejo.

A partir de 1º de junho, será  uma violação da lei para as exchanges não licenciadas, incluindo aquelas sediadas no exterior, que buscam ativamente atrair investidores de Hong Kong, afirmou Keith Choy, chefe interino de intermediários da SFC, em um comunicado.

Choy acrescentou: “Estaremos monitorando de perto a situação”.

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